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| Arte: Xaviera López |
Eu não pedi para nascer, nasci
Eu não pedi para sentir frio, senti
Eu não pedi para ter fome e chorar, foi instantâneo
Eu não pedi minha cor de pele, nem mesmo sabia o que isso poderia significar para algumas pessoas
Não pedi minha altura, nem o mínimo e nem onde eu poderia chegar
Não pude pedir onde eu iria nascer, eu só queria um lar, antes mesmo de saber o que era querer
Não pedi roupas, nem sabia que precisaria de algo para cobrir meu corpo
Ora, nem pedi um corpo, nem mesmo sabia o que era
Fui feita
Apenas feita
E tudo que sei é que estou aqui agora
Ainda sem pedir muita coisa que me acontece
Ainda sem pedir para ser quem eu sou, mas julgada por apenas ser
Faço as escolhas que posso;
Posso não ferir alguém, não o faço
Posso não magoar, farei de tudo para não fazê-lo
Posso não julgar, não julgo
Posso não ter preconceito, mesmo que onde eu viva o "comum" seja tê-lo, mesmo que eu tenha sido ensinada a isso, escolho antes sentir, observar, e então me desintoxicar disso
Pois,
Eu não escolhi amar e amo
Amo antes de perceber o gênero, que não escolheu
A cor, que não escolheu
Onde nasceu, que não escolheu
O corpo, que não escolheu
E a roupa, que pode ser tirada

Lindo poema, adorei!! Bjs
ResponderExcluirwww.mayaravieira.com.br
Obrigada, linda!
ExcluirMaravilhoso Bruna , algumas coisas somos ,e outras escolhemos mesmo , linda representação!
ResponderExcluirBeijos
Www.unhasclassicasemodernas.blogspot.com.br
Obrigada, Ju ><
ExcluirQue coisa mais linda, é o tipo de post que faz a gente refletir, amei muito, bjo.
ResponderExcluirObrigada, Gabi, fico muito feliz que tenha gostado <3
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